Autor: arthurrib

Bloco Chá das 5 perde um membro nesta segunda-feira

Deputado ainda poderá retirar o requerimento
Na manhã desta segunda-feira (17), na Câmara dos Deputados, Ismael Júnior líder do PSDB, solicitou a saída do bloco Chá das 5. De acordo com o regimento interno do Politeia, as lideranças dos partidos que se coligarem em bloco p perderiam suas atribuições e prerrogativas de líder. No entanto, o entendimento da Organização acerca da matéria mudou e a partir das sessões desta tarde, 17, os líderes de partido, mesmo blocados, terão direito a fala pelo tempo garantido no regimento. Porém, suas outras prerrogativas de líder continuarão vetadas enquanto ele ainda estiver blocado.
O deputado Ismael Júnior pretendeu com a saída do bloco, ter maior espaço de fala. Ele ainda deixou claro que caso a Organização do Politeia decida pela manutenção das prerrogativas de líderes, ele irá retirar o requerimento.
A decisão do parlamentar ocorreu anteriormente ao novo entedimento da Organização. É esperado que o deputado volte atrás com a sua decisão, já que o direito de fala será concedido.

CDEICS atrasa por causa de empate

O cargo de segundo vice-presidente foi o mais disputado gerando empate entre os candidatos.
Na tarde de sábado (15), os deputados da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados realizaram a votação para presidente e vices da comissão. No colegiado de líderes, acordos foram feitos, e o nome indicado ao cargo de presidente foi o do deputado João Paulo Mendes (PMDB), que venceu as eleições contra o deputado William Marçal (PMDB). Confusões relacionadas ao previamente acordado pelos líderes partidários permearam as votações, como o empate para o cargo de segundo vice-presidente, situação que pôs em xeque o conhecimento regimental dos deputados. O critério usado para o desempate foi questionado, mas João Victor Tocantins (PMDB) acabou ocupando o cargo.
Os primeiros nomes indicados pelos líderes disputaram as vagas com outros 4 candidatos avulsos. João Paulo, indicado para presidir a comissão representando o bloco Progressista, destacou a importância da qualidade de debate nas sessões e alegou: “tenho amplo conhecimento do regimento e o usarei”. Seu concorrente direto, William Marçal, preferiu enfatizar a importância técnica da comissão e prometeu ser imparcial em seu mandato. João foi eleito por 12 votos contra 8, sem nenhum voto em branco.
A sessão foi suspensa três vezes e, na primeira delas, foi esclarecido entre os deputados que os líderes acordaram que o bloco Progressista possuiria os cargos de presidente e segundo vice, já o bloco Chá das 5 só poderia ocupar o de primeiro vice. Então, alguns foram impedidos de concorrer a alguns cargos, no entanto, quatro candidatos avulsos do mesmo bloco ainda disputaram as eleições, sendo a vaga de segundo vice a mais disputada pelos parlamentares.
O cargo de primeiro vice foi para Matheus Antunes (PP), que venceu com oito votos de vantagem totalizando treze, contra apenas cinco do outro candidato avulso Davi Cantanhede (PP). O deputado Fernando Dias (PT), também indicados pelos líderes a segundo vice, desistiu da disputa dando seu lugar e apoio para Andreia Vieira (PT), a única candidata mulher nas eleições da comissão.
Porém, a votação terminou em empate entre Andreia e João Victor Tocantins, cada um recebeu 10 votos dos deputados presentes. O critério imediato anunciado para a eleição foi o de mais velho dentro o maior número de legislaturas, porém esse processo de desempate foi questionado por alguns deputados que, por meio do regimento interno, certificaram que deveria ser realizado um segundo turno de votação. Neste, houve um voto em branco e um parlamentar que mudou seu posicionamento, o que garantiu o desempate, o deputado Tocantins, então, foi eleito por 10 votos contra 8.

Jéssica Giuliana é a nova presidente da CDHM

A Comissão
No sábado (15), a eleição para a mesa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) ocorreu no Instituto Central de Ciências Norte, na Universidade de Brasília. Os cargos disponíveis eram: Presidente, 1ª Vice-Presidência e 2ª Vice-Presidência.
A CDHM conta com 11 deputados. Nenhum membro do PDT compõe a equipe. Já PMDB e PT possuem dois representantes cada, e, PSDB, PP, PR, PSB, DEM, PRB, PDT, um. No dia 15, dois deputados não estavam presentes na eleição.
A eleição
Os concorrentes para presidente eram: Jéssica Giuliana (PMDB) e Gabriel Bertochi (PMDB), o qual se candidatou na hora de forma avulsa. Bertochi recebeu três votos, já Jéssica, seis, se tornando a presidente da Comissão.
Durante o discurso de candidatura, Jéssica Giuliana afirmou que a CDHM é uma das comissões mais importantes em uma sociedade que reconhece a importância dos direitos humanos.
O cargo de 1ª Vice-Presidência foi ocupado por Mayara Leal (PSB) e a 2ª Vice-Presidência por Lucas Carvalhedo (PT), cada um recebeu seis votos. Ambos dispensaram o discurso que poderia ser feito antes das eleições.
Após as eleições, a presidente Jéssica Giuliana encerrou a sessão e convocou uma nova para o dia 17 de julho, às 9h na Câmara dos Deputados.

Quando o Politeia realmente começa?

Sobre Blocos e articulações entre os deputados
Os preparativos da organização começaram cerca de um ano antes, mas e a preparação entre os participantes? A simulação se dividiu em dois blocos: Chá das 5 e Progressista, mas a articulação entre os participantes começou no ano anterior. No final da edição de 2016, os deputados conversavam entre si, debatendo inclusive sobre arranjos e a candidatura à presidência da Casa. No último dia 15 o colégio de líderes se reuniu a fim de formalizar os acordos realizados em reuniões anteriores e extra-oficiais.
O Chá das 5, alusão ao ‘tea party’ norte americano e a tradição inglesa, representa um grupo de seis partidos com tendências à direita e teve sua criação no ano anterior, quando compunha um grupo de apenas cinco partidos. Esse ano o bloco é composto pelo PSDB, PR, PP,DEM e PRB.
O bloco Progressista, formado pelo PT, PMDB, PSB, PDT e PSD foi inaugurado esse ano mas tem sua origem ligada ao bloco de esquerda da simulação anterior, o Primavera na Laje. Segundo o deputado Caio Paixão (líder do PMDB) o bloco acredita na visibilidade do projeto e também tem como objetivo divulgar o debate de suas pautas a um público externo.
Assim como na câmara dos deputados, no Politeia os blocos tem como objetivo a junção de partidos em torno de ideias ou até de um projeto comum ou apoio à candidaturas. Quando um partido opta por fazer parte de um bloco seu líder perde suas atribuições e prerrogativas regimentais, sendo essas agora destinadas ao líder do bloco.
Tendo em vista que a simulação de 2016 foi marcada por hostilidade, na tentativa de evitar que isso voltasse a ocorrer, os líderes dos blocos Ludimila Brasil, pelo Progressista (PT) e Pedro Leal (PRB), pelo Chá das 5, se reuniram anteriormente a fim de negociar a liderança e cargos nas comissões e manter a boa convivência e o respeito. O encontro do colegiado de líderes tinha a função de dividir as presidências das Comissões, já que a composição das mesmas é proporcional ao número de deputados no bloco. Mas o resultado final da presidência e demais cargos fica decorrente da autonomia de cada candidato presente na votação da comissão, que pode seguir ou não a indicação do seu bloco – podendo se lançar candidato de modo avulso.

Primeira leva de votações acontece durante a Sessão Preparatória

As primeiras votações do Projeto Politeia aconteceram na tarde deste sábado (15/7) na Universidade de Brasília (UnB), campus Darcy Ribeiro. Durante a Sessão Preparatória foram decididos quem ocuparia os cargos de presidente da Câmara, o 1º e o 2º vice-presidentes, e os 4 secretários da mesa.
Os deputados começaram a se organizar logo depois das inscrições e as candidaturas foram anunciadas na coletiva de imprensa que aconteceu no domingo (11/6). Concorreram à presidência da Câmara a deputada Nailah Neves, do bloco de esquerda “Progressista”, e o deputado Juan Carlos, do bloco de direita “Chá das 5”.
Em seu discurso, Nailah Neves reforçou o fato que, se eleita, seria sempre a favor do debate e que não ditaria regras à nenhum deputado. Por ser uma mulher negra, a deputada também afirmou que pretende trazer mais representatividade para a casa. “Vim com um plano de dar voz a quem não tem. De dar voz a todas as minorias e de fazer com que sejam ouvidas. Quero mostrar do que somos capaz”, assegurou.
Já o candidato da direita, Juan Carlos, apresentou, em seu discurso, vários problemas que o país vem enfrentando atualmente, como a baixa na economia e o aumento do desemprego. Se eleito, o deputado prometeu uma presidência que de fato resolva os problemas do país e a aprovação de projetos que funcionem e façam a diferença.
Também tiveram direito a discursar sobre suas propostas as deputadas Ingrid Gaston e Jamille Guedes, que disputaram a presidência da Secretaria da Mulher. Com sua história marcada pelo machismo em vários momentos, Jamille promete que, se eleita, mostrará a força que as mulheres têm. Por sua vez, Ingrid promete que, apesar da pouca experiência no ramo, irá representar e ajudar as mulheres da melhor forma possível.
Resultado
Após algumas horas de votação o escolhido para ser o presidente da Câmara dos Deputados foi Juan Carlos, com 59 votos. Suas funções como presidente serão: presidir e manter em ordem as sessões; conceder a palavra aos deputados (as); despachar requerimentos; e deferir a retirada de proposição da Ordem do Dia.
Para 1º vice-presidente foi elegido o deputado Azevedo de Sousa, com 50 votos, para 2º vice-presidente, o deputado Carlos Jacomes, com 58 votos. Os 4 secretários escolhidos foram Luís Brito, com 48 votos; Débora Giuliana, com 54 votos; Frederico Monteiro, com 58 votos; e Allan Ramos, com 49 votos, respectivamente.
Para a Secretaria da Mulher foram eleitas a deputada Jamille Guedes, com 33 votos, para a presidência; Samara Marinho, com 25 votos, como 1ª secretária adjunta; Vitória Smith, com 25 votos, como 2ª secretária adjunta; e Laura Freire, com 26 votos, como 3ª secretária adjunta.

Cerimônia dá início a 12ª edição do Politeia

A abertura deste ano foi marcada pela presença de apenas convidadas mulheres.

Na última sexta-feira, 14, deu-se início a 12ª edição do Projeto Politeia, às 20 horas, no auditório Joaquim Nabuco da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília. Entre agradecimentos à equipe organizadora, recomendações aos participantes e avisos sobre a simulação, a cerimônia de abertura deste ano se destacou pela presença unânime de convidadas mulheres nas duas mesas do evento.
Enquanto alguns participantes recebiam seus kits e crachás, outros aproveitaram o encontro para rever colegas e discutir pautas. Após a entrega dos kits aos participantes presentes, todos se encaminharam ao auditório para a cerimônia de abertura.
A primeira mesa da noite teve como convidadas Maria Ester Camino, representante da Câmara dos deputados; Graziela Dias, professora coordenadora do curso de Ciência Política da UnB e Paula Trindade, coordenadora geral do Projeto Politeia. Em sua fala, Maria Ester Camino enfatizou a importância do projeto como exercício de cidadania: “Espero que essa experiência sirva aos participantes como um aprendizado no processo democrático. É uma experiência rica para que possamos construir juntos o país que queremos e uma sociedade cada vez mais justa, igualitária e solidária”, afirmou.
A segunda mesa contou com as organizadoras Natália Reis, vice-coordenadora geral, que este ano se despede do projeto após três anos de participação; Fernanda Alves, coordenadora acadêmica; Gabriela Sales, coordenadora administrativa e Mariana Bittencourt, coordenadora de comunicação. Fernanda Sales salientou a relevância de dispor da própria Câmara dos Deputados: “Usem o espaço para expor as suas ideias, as suas opiniões. É muito importante termos este espaço no atual momento político”, revelou.

Parlamentares votam pela representação de seus partidos

A votação para a escolha da liderança de cada partido gerou polêmica e criou situações de incerteza entre os parlamentares.

Ocorreu, no dia 11 de junho, na Universidade de Brasília, a eleição de líderes e vice-líderes de partidos da Câmara dos Deputados. Os deputados de cada partido (PT, PSDB, PSD, PMDB, PP, DEM, PRB, PSB, PDT e PR) se reuniram separadamente e elegeram seus representantes.
A votação do Partido Social Democrata (PSD) gerou polêmicas. Os deputados Diego e Kiko se candidataram para líder do partido, mas Kiko não concordava que deputados ausentes participassem da votação. A maioria presente concordou que todos deveriam participar. Diego lançou sua candidatura via ligação telefônica: “pretendo representar o partido da melhor forma possível”. Kiko votou em si e todos os outros votaram a favor de Diego Ferreira como líder.
No Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), a escolha dos representantes já estava articulada e o Deputado Ismael Júnior foi eleito, pela segunda vez, líder do partido e indicou, como vice-líder, Júlia Bittencourt. Ninguém se posicionou contra. Na reunião, Juan Carlos falou de sua candidatura para Presidente da Casa: “Nunca fiz questão da presidência, mas, dessa vez, ela caiu em minhas mãos”.
O Democratas (DEM) e o Partido da República (PR) elegeram seus líderes por unanimidade. Pelo DEM, foi escolhido como líder o deputado Bruno Melo. Na votação do PR, a postura dos parlamentares do partido demonstrou coesão ao defender pautas conservadoras, resultando na eleição de Juliana Marques como líder.
João Pedro Dutra foi eleito líder do Partido Progressista (PP) por 9 votos a favor e 7 contras. Até instantes antes da votação, não havia certeza da escolha do partido. Em contrapartida a Dutra, Caio Leal lançava sua candidatura com ênfase em questões públicas e progressistas. O novo líder do PP tentou acalmar os ânimos dos deputados, frisando a intenção de incluir de pautas de esquerda nas discussões. Por fim, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) também teve uma votação acirrada, na qual Caio Victor Paixão saiu vitorioso contra Becker, graças a votos “virtuais”.

Coletiva de Imprensa é marcada por indicação de candidatos…

No último domingo (11), os líderes partidários eleitos na tarde do mesmo dia se reuniram para a coletiva de imprensa no auditório do IPol/IRel na Universidade de Brasília. O Líder do PSDB, Ismael Júnior, aproveitou o momento para anunciar o apoio ao candidato à presidência da Câmara, Juan Carlos, também do PSDB, além de salientar a atividade e experiência extensa do candidato como deputado no Politeia. Após a fala, o deputado foi ovacionado por boa parte do auditório e os deputados dos partidos PP, DEM, PR, PRB e PSD também demonstraram apoio à candidatura de Juan Carlos.

A líder do PDT, Julianna Alves, também aproveitou a oportunidade para apresentar preferência à Nailah Neves, do PT, também como candidata à presidência da Câmara. Além de veterana no projeto, Nailah é símbolo de diversidade e representação no espaço, com histórico de atuação em políticas a favor da mulher, comunidade negra e matrizes religiosas, como sugerem os partidos que a apoiam, PT e PSB.
Dois partidos com comportamento opostos chamaram atenção para outro assunto na coletiva: a representatividade feminina. Enquanto o PSB veio com uma proposta de corpo partidário majoritariamente feminino, o DEM apresenta apenas uma deputada em sua composição. Bruno Melo, líder do DEM, quando questionado sobre a pequena parcela feminina no partido, salientou a importância da atividade masculina em prol aos direitos das mulheres e declarou que acredita na campanha da ONU MULHERES "HeForShe" (ElesPorElas), lançada em 2014, que tem como objetivo engajar homens e meninos na busca por igualdade de gênero.
Ainda sobre a representação feminina, o Politeia deste ano conta com um número grande de participantes e líderes mulheres, em que dentre os 10 partidos, quatro líderes e três vice-líderes são do sexo feminino. Entre os partidos, o PT tem mais da metade de seus membros mulheres e o partido PSB também conta com maioria feminina, com apenas dois homens como membros.

Artigo de opinião: A Insatisfação da Frente Negra

Quando branco erra é estratégia política, quando negro erra é apenas erro? Apesar de sermos maioria na sociedade, ainda somos minorias nas universidades e consequentemente minoria no Politeia e como qualquer minoria, no sentido político do termo, sentimos a falta de representatividade e de respeito as nossas falas, que são poucas, mas que representam muitos. Devido a este cenário, criamos a Frente Negra. Uma frente composta por deputadas e deputados de ambos os blocos, de diversas ideologias, mas com um objetivo comum: Lembrar a todos que os negros estão aqui e que vamos pautar questão preta a cada segundo que for preciso. As deputadas e os deputados negros que simulam este Politeia ficaram muito insatisfeitos com os racismos culturais e institucionais proferidos este ano. Pior que os discursos e os apagamentos do racismo, foram as indiferenças as críticas que apontamos. Informamos aos deputados para não usarem termos racistas, invés de paparem de usar, começaram a usar mais e dando ênfase toda vez que um deputado ou deputada negra estava por perto. Questionamos a imprensa devido a falta de perguntas sobre os casos de racismo que ocorreram e a resposta foi uma bronca ao deputado negro que questionou, invés de refletirem sobre a crítica. Nós, negras e negros da Frente Negra do Politeia, temos um aviso a todos os simulandos: Nós vamos criticar sim cada termo racista, nós vamos criticar sim cada atitude racista, nós vamos apontar sim cada apagamento de nossos corpos e de nossas pautas. Nós chegamos para ocupar um espaço que é nosso. Nós, não temos que nos adaptar a estrutura histórica montada por brancos, vocês é que tem que aceitar que de agora em diante vai ter preto em todo lugar e as estruturas tem que mudar para nos encaixar.